O majestoso segundo álbum do Queen, “Queen II” (1974), remixado, remasterizado: “Queen II Collector’s Edition”

Com lançamento em 27 de março, álbum que completou 52 anos ontem (8), já está em pré-venda

Edições Deluxe: digital, CD duplo, LP de vinil, LP de vinil picture discs e cassete, todos com a nova mixagem de 2026

Pré-venda de “Queen II”: https://Queen.lnk.to/QueenII2026Mix

Pré-venda na UMusic Store – https://www.umusicstore.com/queen

Vídeo de Brian May fazendo unboxing da caixa AQUI

Meu Deus, éramos garotos tão impacientes.” – Freddie Mercury

“‘Queen II’ foi um passo vital na longa jornada até a explosão de maravilhas em que nos tornamos depois.” – Roger Taylor

Tínhamos o desejo de criar algo extraordinário. E conseguimos.” – Brian May

Mais de meio século depois de colocá-los no caminho do estrelato, o imponente segundo álbum do Queen, “Queen II”, ressurge remixado, remasterizado em edições que contam com uma luxuosa nova caixa, LPs, CDs e versão digital no dia 27 de março.

Considerado por muitos o álbum mais pesado do Queen, “Queen II” foi lançado originalmente em 1974 e amplamente saudado como a primeira grande obra-prima da banda. Com Brian May e Roger Taylor como produtores executivos, o disco ganhou uma nova e impressionante mixagem realizada pela equipe formada por Justin Shirley-Smith, Joshua J. Macrae e Kris Fredriksson.

A caixa “Queen II Collector’s Edition”, com 5 CDs + 2 LPs, traz a mixagem de 2026 do álbum, além de áudios do Queen nos bastidores do estúdio, outtakes e demos inéditos, gravações ao vivo e sessões para rádio.

A edição também inclui um livro de 112 páginas com fotografias nunca vistas antes, letras manuscritas, páginas de diário e memorabília especial, além de memórias dos integrantes da banda sobre o processo de composição e gravação do álbum. Confira na UMusic Store os formatos físicos disponíveis. Saiba mais AQUI.

“‘Queen II’ foi o maior salto que já demos. Foi quando realmente começamos a fazer música da forma como queríamos, e não da maneira como estavam nos pressionando para gravá-la”, diz Brian May.

Roger Taylor acrescenta: “Estávamos sendo pioneiros nessa coisa de gravar em múltiplas faixas. Isso nos dava uma paleta enorme — efeitos corais imensos com apenas três de nós cantando.”

Ao longo dos anos, “Queen II” foi celebrado por muitos fãs como a obra suprema da banda. Entre esses fãs está o lendário vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose, que disse: “No Queen, eu tenho o meu favorito: ‘Queen II’. Sempre que saía um novo disco deles com vários outros tipos de música, de cara eu só gostava de uma ou outra faixa. Mas depois de algum tempo ouvindo, aquilo abria minha mente para tantos estilos diferentes. Isso é algo que sempre quis conseguir fazer.

A tarefa de remixar “Queen II” para esta nova edição ficou nas mãos da equipe de confiança formada por Justin Shirley-Smith, Joshua J. Macrae e Kris Fredriksson — os mesmos que trabalharam na reedição de ‘Queen I’ e em outros lançamentos da banda — com Brian May e Roger Taylor atuando como produtores executivos.

A ideia era revelar ainda mais a clareza das canções. Em vez de acrescentar algo, queríamos mostrar mais o que já estava lá e alcançar o som que a banda sempre quis”, explica Justin Shirley-Smith.

O que a banda fez para conseguir alcançar aqueles resultados com a tecnologia disponível na época é incrível”, diz Joshua J. Macrae. “Algumas coisas estão muito à frente do seu tempo. Trabalhar nisso foi como entrar em uma sala cheia de maravilhas.”

O álbum de estreia homônimo do Queen, lançado em 1973, já havia estabelecido a banda como uma das vozes novas mais ousadas e originais da música. No álbum seguinte, gravado novamente no Trident Studios, no Soho, com o coprodutor de “Queen I”, Roy Thomas Baker, o Queen assumiu o controle do próprio destino. A banda já estava extremamente bem ensaiada antes de entrar em estúdio, com músicas como “Father To Son” e “Ogre Battle” fazendo parte dos shows ao vivo desde setembro de 1973. O resultado foi um álbum que não apenas rasgou o manual de regras, mas o redesenhou em escala grandiosa.

“Eu queria colocar tudo ali — ser completamente indulgente”, disse Freddie Mercury na época. “A banda inteira não trabalha com meias medidas, e eu sou muito exigente comigo mesmo. Não há concessões”, completou o vocalista.

Lançado originalmente no Reino Unido em 8 de março de 1974, “Queen II” ainda soa extraordinário hoje. Ousado, corajoso e extremamente ambicioso, é a obra de uma banda cuja autoconfiança, visão e capacidade eram incomparáveis. Suas canções vão do intricado e complexo ao cru e pesado, com vocais organizados em níveis quase operísticos e a famosa “orquestra de guitarras” de Brian May dando ao grupo um som sem igual.

Assim como a icônica foto de Mick Rock na capa — revisitada pela própria banda quase dois anos depois no histórico vídeo promocional de “Bohemian Rhapsody” — “Queen II” é um álbum de sombra e luz.

Em vez dos tradicionais lado A e lado B, o disco foi dividido no estilo exuberante do Queen em Side White (Lado Branco) e Side Black (Lado Preto). O primeiro é dominado pelas composições de Brian May, incluindo o rock grandioso “Father To Son” e a etérea “White Queen (As It Began)”, sendo encerrado por “The Loser In The End”, de Roger Taylor, com sua energia intensa e melancólica.

O Lado Preto é dedicado às complexas excursões musicais de Freddie Mercury — da estrondosa “Ogre Battle” à filigranada e refinada “The Fairy Feller’s Masterstroke” (inspirada em uma pintura do século XIX, de Richard Dadd), culminando na fanfarra quase mítica “Seven Seas Of Rhye”, que deu à banda seu primeiro hit no Reino Unido. A peça central do lado é “The March Of The Black Queen”, um mini-épico em múltiplas partes que, como grande parte de “Queen II”, apontava para o glorioso futuro da banda.

‘The March Of The Black Queen’ foi certamente uma precursora de ‘Bohemian Rhapsody’”, diz Brian May. “A mente do Freddie já estava funcionando em outro nível, mesmo naquela época. ‘Father To Son’, ‘The Fairy Feller’s Masterstroke’… você consegue ouvir as sementes do que viria depois nessas músicas.

Para além da nova mixagem de 2026, a “Queen II Collector’s Edition” emoldura o álbum em uma tela muito maior.

CD2: “Queen II – Sessions” é um tesouro para os fãs do Queen, apresentando uma versão completamente diferente e 100% inédita de cada música do álbum, composta por outtakes das sessões originais no Trident, com falsos começos, vocais guia, pequenos erros e momentos divertidos de conversa entre os quatro integrantes da banda.

Individualmente e em conjunto, o CD “Sessions” apresenta uma espécie de tracklist alternativa que mostra como o grandioso álbum foi tomando forma. Algumas músicas, como “Father To Son” e “Some Day One Day”, trazem vocais guia e trechos musicais ligeiramente diferentes das versões finais, enquanto outras, como “The Fairy Feller’s Masterstroke” e “The March Of The Black Queen”, mostram o quarteto tentando aperfeiçoar as composições.

Esses outtakes mostram o quanto a banda era dedicada e precisa”, conta Joshua J. Macrae, que, ao lado de Justin Shirley-Smith e Kris Fredriksson, analisou dezenas de horas de gravações para selecionar os takes incluídos.

“Sessions” também traz uma versão solo de Brian May para “As It Began” (também conhecida como “White Queen”), gravada em 1969, e duas demos solo de Roger Taylor para “The Loser In The End”. “É uma visão realmente fascinante do processo criativo”, comenta Justin Shirley-Smith.

Além de revelar os bastidores da criação das músicas, pequenos trechos de conversas e brincadeiras no estúdio no início e no fim das faixas acrescentam uma nova dimensão não apenas ao álbum, mas à própria banda. Em determinado momento, Freddie Mercury brinca:
Esse negócio de ser estrela pop é demais pra mim. Acho que vou voltar a fazer filmes pornôs”.

Os fãs adoraram as interações e conversas na reedição de ‘Queen I’, e eu diria que aqui elas estão ainda melhores”, diz Kris Fredriksson. “Você ouve como eles se relacionavam entre si, e isso é fascinante.

“Sessions” também traz “Not For Sale (Polar Bear)”, uma canção que a banda trabalhou durante as sessões de “Queen II”, mas que nunca foi concluída. “Sabíamos que essa música existia e que havia diferentes gravações, mas eles nunca tinham decidido qual seria a faixa principal que serviria de base”, diz Kris Fredriksson. “Agora temos uma tecnologia que nos permitiu tirar o melhor proveito do que eles tocaram e do que Freddie cantou.”

CD3: “Queen II – Backing Tracks” complementa o álbum e o “Sessions” ao apresentar mixagens das músicas sem os vocais principais, destacando o instrumental dos músicos.

As performances deles são absolutamente deslumbrantes”, diz Justin Shirley-Smith. “É o som de uma banda totalmente no controle do que está fazendo.”

CD4: “Queen II – At The BBC” reúne faixas de três sessões diferentes que a banda gravou para a BBC Radio 1, para os DJs e apoiadores iniciais do Queen, John Peel e Bob Harris, no fim de 1973 e início de 1974.

Duas faixas, a futura lado B “See What A Fool I’ve Been” e uma versão instigante de “Ogre Battle”, foram gravadas respectivamente para os programas “Sounds Of The Seventies” e “The John Peel Show”, em setembro e dezembro de 1973, meses antes do lançamento de “Queen II”, já evidenciando o enorme salto criativo da banda.

Outras duas músicas, “Nevermore” e “White Queen (As It Began)”, foram gravadas para Bob Harris em abril de 1974, captando o Queen em plena forma.

“At The BBC” se completa com a apresentação da banda no Golders Green Hippodrome, em 13 de setembro de 1973, seis meses antes do lançamento de “Queen II”. Suas oito faixas mostram um grupo pronto para conquistar o futuro.

A Collector’s Edition se encerra com o CD5: “Queen II Live”, reunião das músicas do álbum registradas em shows no lendário Rainbow Theatre, no norte de Londres, em 31 de março de 1974, e no Hammersmith Odeon, em dezembro de 1975.

Entre os destaques estão a explosiva “Father To Son”, a frenética e fantástica “The Fairy Feller’s Masterstroke” e o épico contraste entre “White Queen (As It Began)” e “The March Of The Black Queen”, que mostram todas as facetas da personalidade singular da banda.

“Nosso show todo é frenético: entramos, soltamos tudo, nos mexemos muito e depois saímos, deixando o público atônito e sem entender o que os atropelou”, disse Brian May em 1974.

A incrível história de “Queen II” é aprofundada e esmiuçada pelo livro de 112 páginas incluído nesta nova edição de colecionador. Iluminando o álbum e a banda sob uma nova perspectiva, ele reúne uma série de fotografias inéditas, incluindo imagens da lendária sessão de fotos de Mick Rock para a capa do disco.

Fãs devotos do Queen ficarão impressionados ao ver letras manuscritas e partituras de Freddie Mercury, Brian May e Roger Taylor, além de páginas de diário, cartas para amigos e apoiadores e um vasto conjunto de memorabília, incluindo anúncios vintage e cartazes de shows, transformando a “Queen II Collector’s Edition” em uma experiência multidimensional.

Cinquenta e dois anos após seu lançamento original, “Queen II” continua sendo o primeiro de muitos ápices da carreira da banda, enviando ao mundo uma mensagem clara: “É assim que somos — e é isso que podemos fazer.

QUEEN II: Collector’s Edition 2026

2x CD: Queen II: Deluxe Edition
CD1: Queen II – 2026 Mix
CD2: Queen II – Sessions

1x CD: Queen II – 2026 Mix CD

1x LP Queen II – 2026 Mix

1x LP Queen II: Picture Disc – 2026 Mix
Queen Online Exclusive

1x Cassette: Queen II – 2026 Mix
Queen Online Exclusive

Também disponível para download, streaming e Atmos
Créditos do álbum original “Queen II”
Freddie Mercury – vocais, piano/cravo
Brian May – guitarras, piano, vocais, sinos
John Deacon – baixo, violão
Roger Taylor – percussão, vocais
Produzido por Roy Thomas Baker e Queen
Produção adicional de Robin Geoffrey Cable e Queen
Gravado e mixado por Mike Stone no Trident Studios, Londres
Fotografia e direção de arte: Mick Rock
Conceito da capa: Mick Rock e Queen
Tipografia: Ridgeway Watt
Empresariamento: Jack Nelson
Castanholas virtuosas por Roy Thomas Baker… e ninguém tocou sintetizador… de novo
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Créditos de “Queen II – Collector’s Edition 2026”
Produtores executivos: Brian May e Roger Taylor
Empresariamento do Queen: Jim Beach e Matilda Beach
Conteúdo supervisionado por:
Kris Fredriksson, Justin Shirley-Smith e Greg Brooks
Gerenciamento de projeto: Emma Donoghue

QUEEN II

Brian May e Roger Taylor falam sobre “Queen II”:

Esta nova mixagem em estéreo é bastante ousada — e, ao dar conta da complexidade quase impossível dessas faixas, a nova clareza é impressionante.” – Brian May

Todos nós tínhamos nossas várias influências, muitas delas em comum. E, com as nossas quatro personalidades, foi isso que saiu. Freddie era relativamente dominante na composição naquele momento. Era ele quem escrevia as coisas mais complicadas. Ele estava realmente em chamas.” – Roger Taylor

Quando ‘Queen II’ saiu, muita gente achou que tínhamos abandonado o rock. Diziam: ‘Por que vocês não tocam coisas como ‘Liar’ e ‘Keep Yourself Alive’? Tudo o que podíamos dizer era: escute de novo, está lá, mas tudo em camadas — é uma abordagem nova. Eu gosto muito do álbum. Ele não é perfeito, tem as imperfeições e os excessos da juventude, mas acho que foi o maior salto que já demos.” – Brian May

Em ‘Queen II’ há uma faixa monumentalmente longa e complicada chamada ‘March Of The Black Queen’, que envolveu muito ensaio, muito canto, tinha várias pequenas seções diferentes. Em muitos aspectos ela é ainda mais complicada que ‘Bohemian Rhapsody’” – Roger Taylor

Acho que ‘March Of The Black Queen’, do Freddie, é muito precursora de ‘Bohemian Rhapsody’. A complexidade dela é enorme. Da mesma forma, você tem pequenos momentos teatrais, pequenos coros, trechos de guitarra, partes pesadas, partes delicadas. Está tudo lá. É uma paleta muito parecida.” – Brian May

É incrivelmente complicada. Há harmonias de seis vozes que se entrelaçam, cruzando umas sobre as outras. É uma música tremendamente complexa, embora seja relativamente curta, e acho que tem algo maravilhoso na sua excentricidade.” – Roger Taylor

Em ‘Queen II’, foi a primeira vez que tivemos certa liberdade no estúdio. Não acho que tudo seja perfeito nem de longe, mas, de modo geral, havia mais possibilidades e estávamos construindo nossa confiança no estúdio. Alguns diriam confiança demais, mas, enfim…” – Roger Taylor

Éramos como uma pequena família muito unida. Nós quatro, Mike Stone, o engenheiro de som, Roy Baker, nosso produtor. Todos aprendendo a usar o estúdio como uma espécie de unidade familiar. Não sei bem por que uso a palavra família, mas era assim que parecia. Cada um tinha o seu papel e entendia o que podia fazer, sempre levando as coisas um pouco mais longe.

Foi bastante empolgante. Especialmente com Freddie, porque ele era uma força criativa tão poderosa. Mas, com qualquer música que assumíamos, não importava qual de nós quatro a tivesse trazido, era um processo empolgante. Desafiador, às vezes difícil, cheio de discussões. Mas extremamente recompensador, porque no final você tinha algo tão brilhante, tão completo — aventureiro, até perigoso.

Mas tinha o selo de aprovação. A aprovação dos quatro e a contribuição dos quatro. E aquilo se tornava ‘coisa do Queen’. E ‘coisa do Queen’ era um milhão de vezes maior do que qualquer coisa que um de nós pudesse criar sozinho.” – Brian May