Em seu novo EP, “Trajectory” (Lola Lofi Music /Universal Music Brasil), lançado hoje, 29 de maio de 2026, Toti Cisneros apresenta seis faixas com uma bela amostra de seu talento para criar peças instrumentais concisas, com motivos melódicos marcantes – ocasionalmente hipnóticos – em atmosfera relaxante ou com um quê de nostalgia/melancolia. As resenhas estrangeiras sempre o associam a um certo gênero, mas isso não é bossa nova, é lo-fi. E está tudo bem, também é muito natural, considerando que estamos nos anos 2020, era de novas fusões de gêneros e novas formas de consumir música.
Aos 30 anos, Toti é um músico brasileiro respeitado e requisitado no cenário lo-fi, uma vibrante subcultura que tomou forma no começo desta década e hoje é alimentada por uma rede criativa global de produtores e instrumentistas. Mesmo sem explorar sua imagem e distante de plataformas como TikTok, Toti conseguiu entrar para o seleto clube de artistas a bater a marca de mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
“Trajectory” chega via Lola Lofi Music*, selo de música lo-fi em parceira com a Universal Music Brasil, configurado também como aplicativo gratuito que utiliza curadoria de especialistas em música para selecionar faixas para foco e relaxamento.
As faixas criadas por Toti são destaque em playlists e canais de alcance gigantesco, como o Lofi Girl, que conta com 15,7 milhões de inscritos no YouTube. Elogiado pelo bom gosto nas produções e pela forma “soulful” com que se expressa à guitarra, ele já colaborou com alguns dos nomes mais populares e referenciais do lo-fi, como Leo Motta, Fred Paci, Sam Cross, Soul Food Horns e Erwin Do.
Paulista de Ribeirão Preto, mas criado em Botucatu, Toti Cisneros cresceu em um ambiente musical, filho de mineira e argentino — Jorge Miguel Cisneros, formado em Música pela Unicamp, professor, regente e arranjador. Ganhou um violão aos 11 anos e o adotou como acessório essencial de sua identidade. Levava o instrumento para todos os lugares durante a adolescência, tocou em bandas e escreveu canções. Imerso desde cedo em sons brasileiros, de Egberto Gismonti a Djavan, apaixonou-se pelo blues de BB King – e hoje não dispensa uma Epiphone ES-355 semiacústica, recriação da Gibson do lendário bluesman –, sua porta de entrada na improvisação, além da mistura de pop, blues e soul que saía dos dedos e bends de John Mayer. Formou-se em psicologia, mas, durante a pandemia, começou a trabalhar com um amigo no duo Pitaya Kush, conquistando boa exposição no streaming com temas instrumentais à base de guitarra e beats.
Depois, seguindo sozinho na carreira, desenvolveu habilidades como produtor, explorando softwares e ferramentas como Ableton, dominando mixagem e masterização, e ainda atuando no próprio marketing, fazendo articulações com selos internacionais e editoras. Artisticamente, porém, Toti sempre foi movido por uma vontade genuína de trabalhar com outras pessoas, fazendo colaborações com diferentes artistas e coletivos.
Além do jazz, da associação inevitável com brasilidade e de elementos suaves de hip hop nos beats selecionados, “Trajectory” traz influências de neosoul e de artistas como o aclamado britânico Tom Misch. Em temas curtos, quase sempre em torno dos dois minutos (exceção à faixa-título), conduz o ouvinte por um fluxo (“Flow é a primeira faixa) ambientado por desenhos melódicos simples, às vezes com duplicação uma terça abaixo, licks manhosos de guitarra e fraseados de flauta. Há um remanso folk, mais orgânico, em “Detour”, um groove mais sexy à base de wha-wha em “Continuum”, e tudo desemboca no abraço elegante de “Motion”, que deixa um gostinho de repeat.
“O lo-fi possibilita ir do mais melancólico, quase meditativo, a um estado de good vibes, feliz. Ele também pode ser sexy, tem o lado soul music, neosoul. E uma das qualidades da música é não precisar estar triste para fazer música triste. Eu sou muito caseiro, me sinto bem com esse estilo relaxado, de temas que acolhem, embalam e levam para lugares diferentes”, conta Toti.
Inquieto, ele tem outros lados como músico para apresentar, experimentando com house music ou, quem sabe, entrando por uma seara mais visceral e percussiva, terreno de um de seus grandes ídolos, Lenine. “Eu tenho o lo-fi como aliado. É um gênero que me permite ser feliz, me expressar e explorar criativamente. Mas a vida é um fluxo contínuo”, compara.
Pedro Só
Maio 2026
Sobre Lola Lofi Music: além de um coletivo de artistas, beatmakers e produtores que cria trilhas sonoras focadas em produtividade, meditação e sono, trata-se também de um aplicativo gratuito (parceria da Universal Music com o selo Lola e desenvolvedores) que une beats para foco e relaxamento a recursos de bem-estar e diário. Lola Lofi Music utiliza curadoria de especialistas em música para selecionar faixas agitadas (Focus) e lentas (Relax).
Sobre a Universal Music Group
A Universal Music Group (UMG) é a empresa líder mundial no mercado de entretenimento, com forte posicionamento nos negócios de gravação, edição musical e merchandising, com selos próprios ou licenciados em 60 países. Tendo o mais abrangente e extenso catálogo de músicas e de gravações em todos os gêneros musicais, a UMG identifica e desenvolve artistas e produz e distribui a música mais aclamada pela crítica e comercialmente bem-sucedida no mundo. Comprometida com a arte, a inovação e o empreendedorismo, a UMG fomenta o desenvolvimento de serviços, plataformas e novos modelos de negócios, a fim de ampliar as oportunidades artísticas e comerciais para seus artistas e criar novas experiências para os fãs.