Gabi Melim lança “Escapismo”, composição inédita com a participação de Luísa Sonza

Faixa chega às plataformas digitais acompanhada do vídeo da performance, que conclui o álbum audiovisual “Escapismo”

Depois de apresentar ao público o universo do audiovisual “Escapismo”, Gabi Melim lança, no dia 24 de julho, a faixa inédita que dá nome ao álbum. Com a participação especial de Luísa Sonza, a canção chega a todas as plataformas digitais acompanhada de vídeo da performance e encerra a narrativa construída ao longo do álbum com uma mensagem sobre autoconhecimento, amor-próprio, liberdade e a coragem de escolher a si mesma.

Composição integralmente criada por Gabi Melim – que assina letra, melodia e construção harmônica da obra -, “Escapismo” nasce como um retrato do momento em que deixamos de buscar respostas fora para compreender que o verdadeiro reencontro acontece dentro de nós. A participação de Luísa Sonza amplia essa narrativa ao unir duas artistas de universos distintos em uma interpretação construída sobre contraste, sensibilidade e entrega.

Longe de retratar uma mulher definida pela dor, “Escapismo” transforma experiências de abuso emocional, machismo e relações de poder em uma narrativa de reconstrução. A canção desloca o olhar da ferida para a força de quem escolhe a si mesma, reafirmando a autonomia feminina como ponto de chegada, e não como discurso.

A produção aposta em uma estética contemporânea, minimalista e orgânica, privilegiando o espaço entre os instrumentos e colocando as vozes no centro da narrativa. Com atmosfera intimista e envolvente, a faixa aproxima a MPB contemporânea do pop brasileiro em uma sonoridade sofisticada que valoriza tanto a emoção quanto o refinamento dos arranjos.

O encontro entre Gabi Melim e Luísa Sonza acontece justamente na complementaridade de seus timbres. A voz aveludada, expressiva e de grande amplitude vocal de Gabi conduz a narrativa com firmeza e emoção, enquanto a delicadeza, a suavidade e a intimidade características da voz de Luísa acrescentam novas camadas de sensibilidade à interpretação. O resultado é um diálogo musical em que as duas identidades artísticas permanecem preservadas, potencializando a força feminina da composição sem que uma sobreponha à outra.

Em versos como “me achei e não vou mais escapar” e “sem você eu gosto mais de mim”, Gabi transforma vulnerabilidade em força e consolida o percurso iniciado em “Escapismo”, reafirmando que fugir nunca foi a resposta – encontrar a si mesma, sim.

Dirigido por Césio Lima e gravado com tecnologia Parallax de Virtual Production – utilizada pela primeira vez por uma artista brasileira em um projeto musical desse formato -, o audiovisual “Escapismo” reúne ainda participações de Mestrinho, Duda Beat, Maria Gadú e Ana Gabriela, consolidando um trabalho marcado por encontros musicais, inovação estética e uma narrativa profundamente autoral.

‘Escapismo’ dá nome ao audiovisual porque, para mim, essa música sintetiza tudo o que eu queria dizer com esse trabalho. Escrevi essa canção a partir de experiências que me fizeram me distanciar de mim mesma, questionar o meu valor e me desconectar da autoestima. Ela fala sobre o momento em que decidimos interromper esse ciclo e entendemos que nada vale a perda do amor-próprio. Quando canto ‘me achei e não vou mais escapar’ ou ‘sem você eu gosto mais de mim’, não estou falando apenas do fim de um relacionamento. Estou falando do reencontro comigo mesma, da liberdade de voltar a ocupar o meu lugar. Acho que essa é a maior vitória que uma pessoa que passou por abusos emocionais pode viver. ‘Escapismo’ é sobre se reconhecer novamente, voltar a gostar de quem você é e entender que ninguém pode fazer você esquecer o quanto vale. É sobre a mulher que conseguiu sair, se reconstruir e voltar a ser protagonista da própria história”, explica Gabi.

Com produção musical de Kassin e mixagem do premiado engenheiro Michael Brauer, “Escapismo” reafirma a identidade artística de Gabi Melim ao unir composição, interpretação e uma produção contemporânea que privilegia a emoção, a organicidade e a força da mensagem como elementos centrais da narrativa.