Colomy lança “Pra Quem Andou Perdido”, segundo álbum de inéditas que transforma a dor da despedida em ponte para o recomeço

Trio formado por Sebastião Reis, Pedro Lipa e Eduardo Schuler mostra seu trabalho mais maduro em segundo disco que chega em 30 de julho a todas as plataformas digitais, com participações de Guilherme Arantes, Peter Buck (guitarrista do R.E.M) e Barrett Martin


Banda Colomy lança seu segundo álbum “Pra Quem Andou Perdido”/ Créditos: Carol Siqueira

Depois de apresentar ao público os singles “Causas Naturais” e “Rádio”, a Colomy lança, em 30 de julho, seu segundo álbum de estúdio, “Pra Quem Andou Perdido”.

Fruto da parceria da banda com a Universal Music Brasil, o novo disco de inéditas reúne nove faixas produzidas por Dudinha e acompanha o percurso emocional de quem precisa atravessar o intervalo entre o fim e o começo de um relacionamento.

É um disco para que as pessoas possam se emocionar, sorrir, chorar, dançar e cantar. As canções foram feitas com a nossa alma, de uma forma muito verdadeira”, diz Sebastião Reis.

Mais do que um álbum sobre relacionamentos, “Pra Quem Andou Perdido” observa tudo aquilo que permanece depois deles. As ideias que dividem a história do álbum dissecam temas como despedidas, ausência, culpa, esperança e reconstrução, em histórias vivas que também são a própria transformação vivida pela banda.

Se “Jaú”, lançado em 2023, nasceu durante a pandemia, em um sítio no interior paulista, cercado pelo silêncio e pelo isolamento, o novo trabalho é fruto da intensidade devida fora desse refúgio. Escrito entre 2023 e 2024 em São Paulo, o disco incorpora uma sonoridade mais urbana, novas experiências, novas referências musicais que levaram a um amadurecimento não só pessoal como artístico do trio.

Este álbum representa para mim uma grande mudança de chave individual na forma de compor, de enxergar música. Isso se deve ao fato dele reunir as canções mais sinceras e honestas que fiz em toda minha vida. São lugares, pessoas, fatos e sensações que fui descobrindo, ao longo do processo, também como se conectavam a outras pessoas. Então as canções podem representar qualquer um que as ouça”, explica Pedro Lipa.

Carregado de referências de rock brasileiro dos anos 1970 e 1980, e também do cancioneiro popular brasileiro dessas décadas, o disco reúne participações de três artistas que espelham esse universo: Guilherme Arantes, nome fundamental na construção da canção brasileira, Peter Buck, guitarrista do R.E.M. e Barrett Martin, lendário baterista do grunge de Seattle, em bandas como Screaming Trees e MadSeason.

O percurso proposto pelo álbum começa em “Causas Naturais”, primeiro single do trabalho. Embalada por referências de yacht rock, a faixa apresenta uma banda em movimento, mais luminosa e ritmada, sem abrir mão da densidade emocional que caracteriza sua obra, traduzida em versos como “Eu não tenho medo de morrer de amor/ só de saudade/ e de outras causas naturais”.

Se “Causas Naturais” apresenta a dor em pequenos fragmentos de sol, “Rádio” mergulha em suas cicatrizes. Com participação de Peter Buck nas guitarras de 12 cordas, a balada transforma os pequenos objetos deixados dentro de casa em testemunhas silenciosas de uma ausência. Construída a partir de uma história real, a canção acompanha o despertar de alguém que tenta reorganizar a própria vida enquanto percorre os cômodos da memória.

Sétima faixa, “Se Ainda Existe Amor” traz a participação de Guilherme Arantes gravando o histórico piano elétrico CP70, instrumento que marcou diversos momentos de sua trajetória, além de tocar o piano do refrão.

Os versos “Eu vim chamar teu nome/ mande um sinal/ se ainda existe amor” fazem dessa uma das canções mais emblemáticas do álbum. É na faixa-título, “Pra Quem Andou Perdido”, oitava do disco, que a narrativa encontra seu ponto de chegada. Depois de percorrer conflitos, despedidas e tentativas de compreender a ausência, a Colomy propõe um olhar voltado para o reencontro.

A letra rememora a temática do álbum e deixa a mensagem de que para se encontrar, é preciso se perder algumas vezes pelo caminho. O disco “Pra Quem Andou Perdido” compreende que todo fim também inaugura uma nova possibilidade de existência. É justamente nesse espaço entre despedidas e recomeços que o trio apresenta sua obra mais madura até aqui. Com letras viscerais, a banda amplia seus horizontes enquanto segue construindo com personalidade e uma identidade cada vez mais própria seu lugar na música brasileira contemporânea.

“Conseguimos encontrar neste disco uma identidade que nós três estivemos buscando ao longo de nossas vidas. E naquele momento de vida em que nos encontrávamos, nossas personalidades influenciaram muito no som que nasceu dali. Para mim, este disco representa maturidade musical e de experiência no mundo”, comenta Eduardo Schuler

Ficha Técnica de “Pra Quem Andou Perdido
Produção: Dudinha
Mixagem: Ricardo Mosca
Masterização: Felipe Tichauer (RedTraxx Mastering)
Engenheiro de som: Tofu
Engenheiros adicionais: Otávio Bonazzi e Thiago Baggio

Lista de faixas:

1.Carona Singular
2.Causas Naturais
3.Nunca Se Esqueça de Amar
4.Rádio
5.Tchau
6.Eu Tive Que Matar Você
7.Se Ainda Existe Amor
8.Pra Quem Andou Perdido
9.Tudo Vale o Ingresso

Sobre a Colomy:

Projetada a partir do ímpeto criativo de três jovens músicos – Sebastião Reis (voz, violão e guitarras), Eduardo Schuler (bateria) e Pedro Lipa (voz, violão e guitarras) –, o banda Colomy foi criada em 2021, fundindo seu conceito musical à trajetória de cada integrante. Apaixonados por música brasileira, rock progressivo e pela produção artística dos anos 1970, os músicos construíram uma identidade própria que transita entre diferentes tradições da canção popular.

Pedro Lipa e Eduardo Schuler são naturais do Rio Grande do Sul e carregam influências da música do estado — e também da música argentina. Já Sebastião Reis, filho do cantor Nando Reis, cresceu cercado pelo universo do pop rock brasileiro. Atualmente, Schuler e Sebastião também integram a banda de Nando.

Após o lançamento do álbum “Jaú”, em 2023, a Colomy inicia uma nova fase com “Pra Quem Andou Perdido”, trabalho que aprofunda as reflexões sobre relacionamentos, rupturas, amadurecimento e reencontros pessoais. O disco conta com participações especiais de Peter Buck, Barrett Martin e Guilherme Arantes.