Sami Rico em “Último Romântico”

Primeira composição autoral lançada após “O Filho da Lenda” transforma o amor que deu certo em matéria-prima para uma nova narrativa musical

Há artistas que cantam aquilo que o tempo lhes ensinou e há aqueles que transformam em canção aquilo em que escolheram acreditar. É na união desses dois territórios que Sami Rico se posiciona ao apresentar “Último Romântico”, seu novo single e a primeira composição autoral lançada após “O Filho da Lenda”, álbum que marcou um capítulo fundamental de sua trajetória ao unir suas próprias criações a uma homenagem à obra e ao legado de seu pai, José Rico.

Artista da Universal Music Brasil, Sami chega a este novo momento com uma proposta mais definida, madura e essencialmente sua. Produzida por Gabriel Pascoal, “Último Romântico” não apenas amplia seu repertório, como também revela uma assinatura artística que começa a se consolidar.

A faixa nasce de uma experiência curiosa. Em um camping de composição realizado em Ribeirão Preto, Sami se reuniu com Gui Dias, Ana Nery e Alex Alves em busca de novas histórias para transformar em canção. O processo parecia não encontrar seu caminho. Nenhuma composição avançava até que, quase como uma resposta ao próprio silêncio criativo, surgiu “Último Romântico”.

A única canção daquele encontro acabaria sendo também aquela que melhor traduziria o momento artístico de Sami.

A inspiração parte de uma convicção: ainda há espaço para celebrar o amor que permanece. Em um cenário no qual as relações são frequentemente marcadas pela velocidade, pela descartabilidade e pela ideia de que partir é sempre mais simples do que permanecer, Sami escolhe uma direção diferente. Sua obra pretende olhar para aqueles que continuam acreditando na construção a dois, na cumplicidade, no diálogo, na reconciliação e na possibilidade, cada vez mais preciosa, de uma história simplesmente dar certo.

É dessa perspectiva que “Último Romântico” ganha dimensão. O relacionamento entre homem e mulher está no centro da composição, mas sua mensagem ultrapassa o universo dos casais. Para Sami, amar é uma experiência plural: está na família, na amizade, na relação com os animais, no cuidado e na capacidade de estabelecer vínculos genuínos. O romance é o ponto de partida; o sentimento, o destino.

Depois de um trabalho profundamente ligado à sua origem e à responsabilidade de carregar um dos sobrenomes mais emblemáticos da história da música sertaneja, Sami começa a apresentar o intérprete e compositor que existe para além de sua herança.

A escolha de uma composição autoral como primeiro lançamento desta nova etapa não é casual. Sami quer imprimir personalidade ao repertório, aproximando sua trajetória daquilo que efetivamente gosta de ouvir, interpretar e comunicar. Há, nessa decisão, uma busca por autenticidade: encontrar uma sonoridade e um discurso capazes de estabelecer uma conexão imediata entre o homem, o intérprete e aquilo que ele deseja representar.

Do camping ao maior palco

Se a canção nasceu em um ambiente íntimo, cercada por compositores e ideias ainda em construção, seu registro audiovisual encontrou um cenário de proporções completamente diferentes.

O videoclipe foi gravado durante a apresentação na Festa do Peão de Americana, um dos mais tradicionais e grandiosos eventos do calendário sertanejo e uma das principais festas de rodeio do Brasil.

Mas havia um elemento de risco. “Último Romântico” ainda era uma novidade quando Sami decidiu apresentá-la diante de uma multidão. A reação do público seria imprevisível. A resposta veio antes mesmo de qualquer expectativa se transformar em certeza: já na segunda passagem da faixa, a plateia acompanhava a letra e cantava junto.

Aquele momento tornou-se parte essencial da história da canção. A reação espontânea revelou algo que nenhum planejamento de estúdio seria capaz de produzir: a identificação imediata entre uma história particular e um sentimento coletivo.

O último romântico é também o primeiro de uma nova história

O título da canção carrega uma provocação. Ser o “Último Romântico”, na visão de Sami Rico, não significa pertencer a uma geração ultrapassada, mas assumir, com orgulho, uma maneira de enxergar os relacionamentos que parece cada vez mais rara.

Seu propósito é tornar-se um grande formador e transformador de casais, alguém capaz de estimular encontros, reconciliações e novas possibilidades por meio daquilo que conhece melhor: a música. A intenção é construir uma obra que não apenas retrate sentimentos, mas que também inspire atitudes e devolva valor às histórias que resistem.

Para Sami Rico, música é sentimento. E, se o sentimento pode transformar pessoas, aproximar e reconstruir vínculos, ele quer fazer dessa capacidade a sua marca.

Depois de olhar para o passado em “O Filho da Lenda”, Sami Rico abre agora as portas de seu futuro. E escolhe fazê-lo de peito aberto, ao lado daqueles que ainda acreditam que, no amor, assim como na música, algumas histórias merecem durar para sempre.