Single carrega muito dancehall, trap e ritmos da cultura popular pernambucana, inaugurando fase mais livre e sem amarras do artista
O artista pernambucano Léo da Bodega acaba de lançar o single “Vai Chover”. A faixa chega acompanhada de videoclipe e marca uma virada estética e sonora na trajetória do artista, conectando suas raízes em Olinda a novas experimentações dentro da música urbana contemporânea — Ouça aqui .
“Vai Chover” nasce como um ponto de transição: uma música que transforma instabilidade em movimento. Mais do que abrir um conceito fechado, o lançamento aponta para um processo criativo mais livre, em que as faixas nascem sem a obrigação de seguir uma narrativa única. Sem abrir mão de sua identidade, Léo constrói uma faixa mais direta e menos carregada conceitualmente, mas ainda atravessada por camadas simbólicas e emocionais.
“Essa faixa foi produzida em um período de imersão em que busquei desenvolver e experimentar novas sonoridades, a partir da mistura de ritmos contemporâneos com elementos da cultura popular pernambucana. É uma música que fala sobre a superação de períodos conturbados. Depois da chuva e do vendaval, surgem os momentos em que nascem os melhores frutos”, conta o artista.
Olinda em música
Nascido e criado na Rua do Amparo, no Sítio Histórico de Olinda, Léo da Bodega carrega desde a infância uma formação artística profundamente ligada à cultura popular – da rabeca ao maracatu –, passando pela vivência coletiva e espiritual da arte. Essa base não aparece como referência distante, mas sim como estrutura primordial em seu som.
“O fio condutor do projeto são as misturas de ritmos afrodiaspóricos com esse universo sonoro e imagético de Olinda, que mantém uma linguagem linear, independente do gênero”, diz.
Em “Vai Chover”, isso se mostra na combinação entre dancehall, timbres de trap e percussões da cultura popular pernambucana, criando uma sonoridade que dialoga com o global sem perder o território.
Expansão para o visual
O lançamento chega acompanhado de um videoclipe gravado em São Paulo, em um estúdio a céu aberto, escolha que reforça simbolicamente esse novo momento de deslocamento e expansão do artista. Com direção criativa assinada por Léo da Bodega e Victoria Brito, que também assina a direção geral do projeto junto de Bad Influenci, o audiovisual propõe uma estética que amplia a narrativa da música, conectando corpo, espaço e identidade. Assista aqui .
Em um cenário cada vez mais guiado por fórmulas e narrativas fechadas, o artista pernambucano aposta em um caminho mais orgânico e intuitivo, e “Vai Chover” marca o início desse novo ciclo criativo. É um momento em que Léo da Bodega amplia suas referências, mescla linguagens e reposiciona sua música dentro de um cenário mais amplo e sem romper com suas origens, mas transformando-a em uma linguagem contemporânea.
Entre tradição e experimentação, a faixa aponta para um artista que entende sua trajetória como movimento: da rua para o mundo, da cultura popular para a pista, da memória para o futuro.
Sobre o artista
Nascido e criado na Rua do Amparo, localizada no Sítio Histórico de Olinda, Léo da Bodega teve seu primeiro contato com a arte ainda na infância, em um ambiente efervescente, cercado por artistas de diversas áreas. Influenciado e apadrinhado pelo Mestre Salustiano, aprendeu a tocar rabeca aos 6 anos de idade e tornou-se caboclo de lança no Maracatu Piaba de Ouro, onde realizou suas primeiras apresentações artísticas.
Ao longo dos anos, envolveu-se em diversos projetos culturais, musicais e sociais. Ao mesclar sua ampla bagagem artística com gêneros musicais contemporâneos, Léo vem construindo uma obra que representa o rap e a rica cultura pernambucana.
Ficha Técnica do single “Vai Chover”:
Compositores: Léo da Bodega, Tobias Schumi
Produção Musical: Tobioui
Edição Digital: Enrico Romano
Arranjo: Tobioui
Mixagem: Tobioui, Marcelinho Ferraz nos estúdios Head Media
Assistente de Mixagem: Gabriel Reis
Master: Marcelinho Ferraz nos estúdios Head Media
Ficha Técnica do audiovisual:
Direção Criativa: Léo da Bodega e Victoria Brito
Direção Geral: Victoria Brito
Vídeo e pós: Bad Influence
Fotografia e pós: Victoria Brito
Cenografia: Isabela Maria
Beauty: Bianca Megda
Styling: Helena Cândido
Assist de styling: Raynara Marques
Estúdio: Leftel Studio